Estudo de Viabilidade Econômica: para que serve? Qual sua importância?
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Em todo empreendimento, seja comercial, residencial ou industrial, há a expectativa de retorno para quem investe. Certamente você já viu casos de lançamentos imobiliários que eram verdadeiras promessas fracassarem? Mas, afinal, dá para saber se um investimento será ou não rentável?

É por meio de um Estudo de Viabilidade Econômica que o investidor é capaz de avaliar a aplicabilidade do seu negócio, obtendo uma projeção de como o mercado se comportará frente ao empreendimento. Neste estudo, fatores técnicos, econômicos e financeiros são levantados para apresentar os riscos do negócio e os indicadores de resultados. Entenda melhor!

Etapas do Estudo de Viabilidade Econômica

Estudo técnico

A análise técnica do empreendimento é a primeira etapa do Estudo de Viabilidade Econômica. A equipe de avaliadores precisa definir se o escopo do projeto é possível de ser realizado. Nesta etapa, fatores como localização, condições do solo, entorno, restrições geotécnicas e ambientais devem ser levadas em consideração.

Por exemplo, em uma zona cheia de condomínios residenciais, é mais viável a construção de mais casas ou de um empreendimento comercial que atenda aos moradores da vizinhança? Quais são as restrições do terreno: há recuos, construções de vias de acesso, parcelamento do solo?

Estudo Financeiro

As informações técnicas coletadas fornecerão os dados do estudo financeiro, como o tamanho da equipe e quais os profissionais necessários, o prazo de conclusão, o custo total, entre outros.

Resumindo, a viabilidade financeira será responsável por determinar o custo calculado do projeto em diversas condições. O que permite identificar quanto investimento será necessário caso a obra precise ser apressada ou atrasada, por exemplo. Desta forma, é possível prever qual o montante necessário para a conclusão sem que haja surpresas desagradáveis.

Nesta etapa, são levantados os principais custos e despesas do empreendimento, tais como:

  • a valor gasto na aquisição do terreno, nas análises ambientais e na investigação de solo;
  • a necessidade de contratação de projetos de arquitetura;
  • o custo da obra (material, mão de obra);
  • as taxas necessárias para aprovação do projeto nos órgãos públicos;
  • o valor da contratação de assessorias, advogados e consultorias específicas;
  • o gasto com marketing e publicidade;
  • as comissões de vendas;
  • os impostos a serem pagos.

Estudo Econômico

Tão importante quanto a localização é entender o atual cenário econômico, o que pode determinar o sucesso ou não das vendas. Por isso, a última variável estudada é a econômica. É nesta etapa que o lucro do projeto será estipulado analisando a relação do mercado com o empreendimento.

Aqui, são levantadas algumas informações como:

  • a taxa de inflação prevista entre o período de lançamento até entrega da obra;
  • a velocidade de vendas de produtos semelhantes pela concorrência;
  • o prazo para fazer o lançamento do empreendimento e o início das vendas;
  • o prazo para o término das obras.

Há ainda a necessidade de um estudo mais complexo para empreendimentos empresariais ou comerciais que envolvem o potencial anual de receitas e despesas baseado numa série de informações mercadológicas.

Assim, é possível saber se o projeto é economicamente viável, se o investimento será recuperado, em quanto tempo isso acontecerá e qual o potencial de lucros e receitas para os próximos anos.

A importância do Estudo de Viabilidade Econômica

Juntas todas as variáveis, é possível ser assertivo ao projetar o empreendimento. No atual momento econômico, quando os orçamentos são apertados, optar por um empreendimento mais rentável, com uma velocidade de vendas atraente, pode ser o fator de sucesso. Em grandes corporações, que normalmente possuem estoques de terrenos, o Estudo de Viabilidade Econômica poderá, inclusive, definir o início de cada obra.

E se você acha que esse estudo só serve para empreendimentos que serão construídos está muito enganado. Os estudos em empreendimentos prontos e que ainda têm unidades à venda são de extrema valia, pois podem redimensionar os preços praticados de acordo com o tempo de lançamento e finalização da obra, fazendo com que as unidades tenham maior absorção no mercado.

E você, quer começar a investir? Então vamos conversar!

Abraço!

Marcia Costa
MK Engenharia de Avaliações

 

 

 

 

 

 

 

 

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